Será que podemos ”crescer” com as dificuldades??


Boa noite, Bom dia, Boa tarde!!

Estamos no meio do mês de outubro, o tempo passando cada vez mais rápido!

É o que ouvimos todos dizendo…nos envolvemos com muitas atividades e  ocupamos nosso tempo cada vez mais, que nem percebemos ”ele” passar!

O Natal está quase batendo na nossa porta.Que venha 2011!!

O assunto que escolhi para abordar aqui no blog hoje é sobre uma matéria que li na revista  Mente e Cérebro.

A frase que abre esta matéria é:

“EM MEIO ÀS DIFICULDADES ESTÃO AS POSSIBILIDADES”. (Albert Einstein)

E praticamente impossível quebrar um mousepad ou padmouse como é também conhecido. Nós podemos dobrá-lo, amassá-lo  e bater nele, mas logo em seguida o objeto retoma sua forma antiga.

A psique de algumas pessoas parece se comportar de forma semelhante: nem circustâncias difíceis da vida nem golpes do destino conseguem tirá-las dos eixos. Outros, porém, passram por situações igualmente difíceis, ou até bem menos difíceis, e se mostram frágeis, como se tivessem enorme dificuldade para se recuperar de qualquer dor ou frustração.

Reagir de forma flexível a situações desafiadoras e estressantes da vida já fascinava o psicólogo americano Jack Block, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos anos 1950.

Para descrever essa capacidade de recuperação psíquica, ou “fenômeno joão-bobo”, ele recorreu a um conceito da f’ísica: resiliência. A palavra tem origem no latim  resiliere e significa “saltar para trás” ou “ricochetear”.

Na ciência dos materiais, ela caracteriza aqueles que, apesar de terem suportado uma carga extrema, sempre retornam ao seu estado original – como a espessura com a qual os mousepads são fabricados.

O sociológo americano, Aaron Antonovski (1923-1994), pioneiro nos estudos da resiliência, após uma extensa observação  feita com mulheres que estiveram  presas em campos de concentração durante a Segunda guerra,  passou a pesquisar o que mantém as pessoas psiquicamente saudáveis- uma abordagem revolucionária em sua época, pois ele desviou o olhar das marcas características e desencadeadoras de patologias para focar a saúde.

Em vez de partir de distinções entre “saudável” e “doente”, embasou seu conceito na ideia de um continuum, segundo o qual todo ser humano se move em algum lugar entre dois polos.Se ele tem, nesse caminho, uma “coerência  psíquica”, desenvolve então estabilidade mental e emocional, até mesmo em situações estressantes.

O sociólogo define essa capacidade como  ”….uma postura básica diante da vida que se expressa como um sentimento de confiança que permeia tudo; é uma sensação duradoura e ao mesmo tempo dinâmica de que o mundo de experiências, tanto interno quanto externo, é previsível e existe uma grande possibilidade de que as situações se desenvolvam  da melhor forma racionalmente provável”.

Em seu livro HEALTH, stress and coping, de 1979, o sociólogo desenvolveu a tese de que o senso de coerência, que varia de uma pessoa para outra, é formado essencialmente por três componentes: o sentimento  de compreensão de determinada situação, o entendimento do que pode ser alterado naquele contexto e a relevância.

Segundo ele,  quem pode recorrer  a esses recursos mentais tende a permanecer saudável, apesar das frustrações inerentes à vida.Para as pessoas com um forte senso de coerência o mundo parece menos hostil e assustador, pode ser assimilado, mesmo em ocasiões nas quais surgem problemas e tudo a nosso redor parece desorganizar-se.

Quanto mais percebemos a coerência ao nosso redor, apesar dos dissabores, mais somos capazes de recorrer a fontes de auxílio internas e externas e temos clareza do que podemos realmente fazer por nós mesmos e pelos outros.

As pessoas com senso de coerência mais aguçado, a vida não parece um fardo, mas um desafio, e não perde as relevâncias apesar das dificuldades inevitáveis.

“QUEM É TRATADO DESDE CEDO COM RESPEITO E CARINHO E RECEBE LIMITES CLAROS DO QUE DEVE OU NÃO FAZER TEM MAIS CHANCE DE SE TORNAR UMA PESSOA EQUILIBRADA”

           (Wassillios Fthenakis-  psicólogo do desenvolvimento, pedagogo e geneticista grego, professor da Universidade Livre de Bozen, na  Itália)

E, então, será que somos pessoas coerentes??

Será que a VIDA para nós tem sido um FARDO ou DESAFIO??

Vou encerrar este post de hoje com um clipe de uma música que acho a letra perfeita para os nossos dias.

Fique bem, com DEUS sempre!

Super beijo,

Márcia

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre marciafontanella

Sou professora de Língua Portuguesa na cidade de Cascavel- Paraná. Leciono a 19 anos.Sou Pós-Graduada em Língua, Literatura e Ensino.No ano de 2011 comecei uma nova etapa em minha vida profissional, fui convidada para trabalhar no NRE -Núcleo Regional da Educação no NAIPE - Núcleo de Ações Pedagógicas Integradas. Estou levando minhas ideias, meu conhecimento, minha criatividade e dinamicidade a todas as escolas. Um novo desafio! Sou mãe de duas meninas lindas!Adoro ler, ver filmes, seja em casa ou no cinema. Sou corredora. Ano passado me propus a correr a SÃO SILVESTRE, e assim o fiz em dez. passado. Amo a vida e tudo o que ela tem, sejam coisas boas ou não. Acredito que estamos aqui na Terra para evoluirmos, tento ser cada dia melhor!

Publicado em 20/10/2010, em vida e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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