Máquina irá distribuir camisinhas nas escolas, o que você acha disso??


Boa noite! Bom dia !!  Boa tarde!!

Como estão os seus dias??

A resposta deve ser a mesma ouvida em todos esses intermináveis dias secos!!  Estamos todos cansados, cheios de rinites e todas as “ites” possíveis!

Sobreviveremos, com toda certeza!!

Hoje vou abordar um assunto que confesso, ainda não consegui elaborar uma resposta, contrária ou favorável.

Programa que prevê a distribuição de preservativo em colégios públicos levanta discussões e diferentes opiniões. Protótipo do equipamento será apresentado em Brasília .

A máquina de preservativo para escolas públicas, desenvolvida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC), será entregue amanhã, às 9h, em Brasília. Uma equipe de pesquisadores apresentará o protótipo com alterações que facilitem a produção do equipamento.

O programa do Ministério da Saúde também irá aproveitar um projeto de João Pessoa, na Paraíba. A instalação do equipamento nos ambientes de ensino tem despertado opiniões variadas.

Para o vice-presidente da Associação de Pais e Professores (APP) do Instituto Estadual de Educação, Carlos Danilo Moreira Pires, trata-se de uma iniciativa que deve ser antecipada de medidas conscientizadoras sobre educação sexual. Pires acredita que debates, palestras e orientações sobre o tema entre pais, alunos e professores são fundamentais para evitar possíveis problemas.

A precaução é importante, mas a implantação dessa máquina sem a devida orientação pode incorrer em um erro pior do que não tê-la. É preciso criar mecanismos não para dificultar, mas para que haja a distribuição com consciência – declara.

A discussão sugerida por Pires é defendida também pelo secretário estadual de Educação, Silvestre Heerdt. Segundo ele, a comunidade escolar precisa ser ouvida para saber se pais e alunos estão de acordo com o projeto antes de colocá-lo em prática.

– Disseminar a cultura do uso do preservativo para evitar males maiores é válida, mas não podemos fazer isso afoitamente porque pode ser que estejamos estimulando o sexo prematuro – salienta Heerdt.

Ainda não foram definidas as escolas que receberão as máquinas, mas três cidades já estão confirmadas: Florianópolis, João Pessoa e Brasília. Os alunos terão uma matrícula e receberão da escola uma senha para terem acesso gratuito aos preservativos.

De acordo com a assessora técnica Nara Vieira, da Unidade de Prevenção do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o objetivo é ampliar o acesso de adolescentes e jovens aos preservativos, que muitas vezes ficam constrangidos em adquirir. Outra intenção é incentivar o debate sobre a sexualidade nas escolas por serem espaços de socialização e onde temas como estes aparecem no cotidiano dos adolescentes.

– O nosso papel é pensar em políticas que dão subsídios para que as medidas de prevenção possam ser adotadas – diz.

A expectativa é de que as máquinas cheguem aos colégios até dezembro. A coordenadora do programa Educação e Prevenção na Escola vinculada à Secretaria de Estado de Educação, Rosemari Koch Martins, (SC), informa que até lá serão feitas consultas ao corpo pedagógico, aos alunos e aos pais para saber a receptividade do programa.

– Nada vai ser imposto. A questão da sexualidade já vem sendo inserida no currículo, se desdobrando em temas como doenças sexualmente transmissíveis, Aids, gravidez e contraceptivos, por exemplo. Esses dispensários passam a ser mais um instrumento de trabalho pedagógico para o professor.

PAIS APROVAM DISTRIBUIÇÃO, DIZ PESQUISA

Em 2007, o Ministério da Saúde divulgou a pesquisa Saúde e Prevenção: cenários para a cultura de prevenção nas escolas. O estudo, realizado pela Unesco no Brasil, mostrou a aceitação de pais, alunos e professores à disponibilização do preservativo associada às atividades educativas. Foram pesquisados 102 mil estudantes, em 135 escolas públicas de 14 estados, entre maio e julho de 2005.

■ 89,5% dos estudantes e 63% dos pais consideram “uma ideia legal” a disponibilização do preservativo no ambiente escolar.

■ 5,1% dos alunos, 6,7% dos professores e 12% dos pais acham que a disponibilização das camisinhas nos estabelecimentos de ensino “não é função da escola”.

■ 44,7% dos estudantes têm vida sexual ativa

■ 60,9%  dos estudantes declararam ter usado a camisinha na primeira relação sexual

■ 69,7% fizeram uso do preservativo na última relação sexual

■ 42,7% dos estudantes alegam não ter usado o preservativo por não tê-lo na hora

■ 9,7% dos alunos declararam que não têm dinheiro para comprar camisinhas

ALGUNS COMENTÁRIOS DE INTERNAUTAS INTERESSANTES

■ “A escola deve trabalhar com a educação, em vez de distribuir camisinhas. Isso é função do posto de saúde.” Osvaldo Volpato Garopaba

■ “Qual é o objetivo do governo federal ao disponibilizar máquinas de camisinhas nas escolas? Ao que me consta, o dever da escola é passar conhecimentos aos alunos, e não incentivar condutas promíscuas. Quem ganha com a precocidade sexual dos nossos jovens?”Diego Callai Schuh, Florianópolis

■ “Com as máquinas de camisinhas nas escolas, o Estado estaria promovendo não só a promiscuidade sexual como também várias condutas sexuais criminosas punidas pelo Código Penal e o ECA. Com a distribuição de preservativos no ambiente escolar, o próprio governo federal, ao fomentar a iniciação sexual precoce, se encarrega de estimular que os adolescentes busquem situações de vulnerabilidade a tais crimes.”Cristiane Araújo Florianópolis

■“Principal função de uma instituição escolar? Trabalhar a mente do jovem para que ele compreenda e esteja experiente quanto às dificuldades do futuro. Principal função do governo na educação? Melhorá-la e mantê-la. Não são capazes nem de pagar direito os professores, vão querer usar nossos impostos para satisfazer egos sexuais. Antes fosse uma máquina de cultura, assim não precisaria mais questionar o por que de discussões com frivolidades, o por que de um país emergente estar decadente em consciência.” Guilherme Wagner São João do Oeste

■ “Já vi alunos fazerem bolas de ar com camisinhas. Sei de adolescentes que não usam preservativos nas relações sexuais. Máquinas de camisinhas nas escolas vão incentivar o quê? Sexo. Sou contra. Escola é para estudar sobre tudo, inclusive sobre sexo, mas não há necessidade de se gastar dinheiro com projetos para instalação de máquina de camisinhas, o governo as distribui nos postos de saúde.Adenilson Peixer Tijucas

■Para quem tem 60 anos de idade é um escândalo. Para quem adolesceu depois do advento da pílula anticoncepcional, pouco mais do que uma distribuição de material escolar, medicamento ou até merenda já é demais. Mas estes três últimos sempre veem num contexto de orientação e assistência específicos, leais, incontroversos e explícitos. José Silveir Brasília (DF)

A FAVOR

Para a professora Lucena Dall’Alba, do curso de Pedagogia da UFSC e doutora em Educação – com atuação em gênero e sexualidade e educação sexual – poucas foram as instituições que incluíram, de fato, momentos para atividades educativas sobre o assunto.

Para ela, a instalação de máquinas de distribuição de preservativos em algumas escolas do país é uma forma de produzir sujeitos autodisciplinados no que se refere à maneira de viver a sua sexualidade.

– Distribuir camisinhas gratuitamente nas escolas pode trazer benefícios se estiver aliada a programas de debates sobre questões não só de saúde, mas também da administração responsável da vida sexual – orienta.

De acordo com Lucena, o projeto, aliado a atividades educativas que proporcionem o estudo e o diálogo sobre a constituição histórica da sexualidade contribui para desvincular o tema de tabus e preconceitos. Não apenas isso. Auxilia em relação às mudanças pelas quais as pessoas dão sentido e valor a sua conduta, aos seus desejos , aos seus sentimentos e aos seus sonhos.

CONTRA

A instalação de máquinas de preservativos nas escolas públicas não é a forma mais didática de tratar a sexualidade. Esta é a opinião da psicopedagoga Albertina de Mattos Chraim, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia de Santa Catarina. Para ela, a exposição dessas máquinas aguçará a imaginação de muitas crianças, banalizando assim o ato sexual.

– A máquina é um acesso à camisinha e a camisinha é o acesso ao ato sexual. Seguindo a análise antropológica, o homem passa por etapas simples de entendimento até chegar a uma fase de maturidade e, por isso, essas etapas devem ser respeitadas e não violentadas, de forma a jogar todos os alunos à exposição – salienta.

A psicopedagoga defende que antes de se falar sobre sexo é necessário trabalhar a sexualidade no dia a dia da criança, onde valores, princípios, respeito, responsabilidades pessoal e social sejam assuntos a serem discutidos em sala de aula. Ela também sugere que é necessário colocar profissionais à disposição de alunos e pais para discutir e orientar sobre o assunto com mais privacidade.

Fonte: Diário Catarinense – 9 de agosto de 2010

E você, o que pensa sobre esse assunto??

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É isso, que venha a CHUVA!

Obrigada pela sua visita, meu blog está chegando aos 15 0000 visitantes, estou muito feliz!!

Fiquemos bem, com Deus, sempre!

Super beijo.

Márcia

Sobre marciafontanella

Sou professora de Língua Portuguesa na cidade de Cascavel- Paraná. Leciono a 19 anos.Sou Pós-Graduada em Língua, Literatura e Ensino.No ano de 2011 comecei uma nova etapa em minha vida profissional, fui convidada para trabalhar no NRE -Núcleo Regional da Educação no NAIPE - Núcleo de Ações Pedagógicas Integradas. Estou levando minhas ideias, meu conhecimento, minha criatividade e dinamicidade a todas as escolas. Um novo desafio! Sou mãe de duas meninas lindas!Adoro ler, ver filmes, seja em casa ou no cinema. Sou corredora. Ano passado me propus a correr a SÃO SILVESTRE, e assim o fiz em dez. passado. Amo a vida e tudo o que ela tem, sejam coisas boas ou não. Acredito que estamos aqui na Terra para evoluirmos, tento ser cada dia melhor!

Publicado em 14/09/2010, em SAÚDE e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Daniel Carlos de Assis

    Nossas crianças precisam de orientação, e não de “camisinhas”.

  2. Eu não acredito que seja uma boa idéia falar sobre sexo nas escolas como um assunto fundamental, exceto nas aulas de biologia quando o tema reprodução exige.
    Acho que temas como respeito e carinho com o próximo, que também é fundamental para o ato sexual, deveriam ser levados antes em consideração, já que podemos perceber a crescente onda de violência nas escolas públicas.
    Aliás acho desnecessário essa onda de “educação do caráter” dentro das salas de aula. Por mais que a escola seja um lugar de convívio social isso é uma obrigação e direito dos pais, que podem e devem educar seus filhos de acordo com seus próprios princípios, cabe a escola talvez ensinar esses pequenos cidadadãos a conviver com as diferenças.
    Se o governo federal quer investir nessa área, poderia muito bem investir na formação de médicos, ou ampliação dos postos de saúde para atender esses adolescentes, de forma mais abrangente e com o apoio necessário no momento em que eles sentirem realmente necessidade de procurar orientação.
    Hoje na faculdade percebo que perdi muito tempo na escola com palestras que nem me interessavam, foram manhãs inteiras perdidas. Tive que correr atrás pra aprender física, química, matemática pra conseguir fazer uma prova boba e entrar em uma boa universidade.

    Desculpa o desabafo Professora, mas no meu ponto de vista, tudo está sendo feito para tirar a atenção da debilidade na educação formal das escolas públicas!

    Abraço da sua aluninha da sexta série =D

    • profemarcia1970

      Muito bom receber a sua visita aqui, e ainda mais para opinar sobre um assunto que acho, sim, que deve ser discutido com vcs alunos, principalmente, pois daqui a alguns dias essas máquinas estarão sendo enviadas para a escola e devemos estar preparados para aceitá-la ou não, afinal é um direito nosso enquanto educadores que já assumimos várias funções que não são da escola e de vcs, alunos que serão os envolvidos diretamente nessa questão. Super beijo, minha querida!

  3. poxa, só é o que faltava… será que as pessoas estao brincando ou somos todos idiotas mesmo? Escola é lugar de transmissao de conhecimento; que o posto de saúde cumpra sua parte na distribuição e o Estado idem….

    • profemarcia1970

      Bom dia, Beto, assunto bem complicado esse! Ainda estou elaborando isso! Mas como sempre, as coisas serão impostas nas escolas públicas..dizem que terão discussões com todos, alunos, profes, pais, será? bjo

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