Arquivos do Blog

História de Roberto Carlos Ramos vira filme:”O contador de Histórias”

Boa tarde, Boa noite, Bom dia…

Domingo de sol em Cascavel hoje, estava decidida a ir assistir “AVATAR” hoje, mas como os nossos cinemas estão exibindo somente as 21:00 hrs, infelizmente não deu. 

 

Fui para a locadora escolher um filme, e posso lhe garantir que não perdi nada! 

 

Voltei para casa com um filme brasileiro “O contador de histórias”, chegou sexta-feira nas locadoras. 

 

Confesso que não tinha ouvido falar deste filme! Geralmente leio ou vejo sobre os filmes brasileiros quando são lançados, mas este não! 

 

A  história é baseada na vida de Roberto Carlos Ramos, um educador que hoje  vive em Belo Horizonte, conhecido no mundo inteiro como contador de histórias. 

 

Quando tinha seis anos de idade, Roberto Carlos Ramos foi mandado por sua mãe para a Febem. Incentivada por uma propaganda que viu na TV, ela colocou o garoto na instituição para que ele tivesse acesso à educação de qualidade e chances de um grande futuro. Mas não foi isso que aconteceu. Aos 13 anos, o garoto já acumulava 100 fugas no currículo e era considerado pelos funcionários da instituição um caso irrecuperável.

A sorte de Roberto mudou quando ele conheceu a educadora francesa Margherit Duvas, que acreditou ser possível ajudá-lo a modificar sua vida. 

 

O filme é muito bem feito, ambientado no anos 70, mais precisamente em 1978. Mostra coisas e histórias que já sabemos ou que já vimos, mas de alguma maneira ele é cativante, tem uma cena que considerei agressiva pois mostra, ou melhor dá a entender que um estupro acontece, mas nada daquilo que já não estamos cansados de ver e ouvir na mídia,  aconteceu com Ele também, mesmo assim,  vale a pena ver. 

 

Vou trancrever aqui um trecho de entrevista com o Roberto Carlos Ramos falando sobre o filme:. 

        

        

Como foi o seu envolvimento com o filme? Você ajudou a escolher o elenco e visitou os sets?

Eu fiz uma visita de cortesia ao set, em Belo Horizonte, e fiquei 15 minutos. O objetivo era exatamente não atrapalhar. A partir do momento em que confiei que o Villaça faria um bom trabalho, eu não me senti no direito de interferir jamais em suas escolhas e nem tinha capacidade para isso.

Você é um contador de história, como foi ver a sua na tela?

Temos duas maneiras de contar histórias: chorando ou vendendo lenços. Eu sempre tive um cuidado muito grande, como contador de histórias, de contar a minha de maneira otimista e alegre. O meu grande medo, no começo, quando o Villaça propôs fazer um filme, é que ele não tivesse a sensibilidade para captar isso. Quando assisti ao longa pela primeira vez é que eu fiquei tranquilo, depois de sete anos (risos). Ele conseguiu, de uma maneira muito sensível, mostrar a história do jeito que eu gosto de contar, de uma maneira otimista.

A pedagoga Margherit foi vivida pela Maria de Medeiros. Ela conversou com você sobre a personagem?

Não, antes das filmagens não. Na verdade, a ideia do filme não era fazer um documentário, então, eu nunca tive essa preocupação de que fosse algo ao “pé-da-letra”. E, confiando no talento da Maria de Medeiros e sua sensibilidade, eu sabia que ela iria se aproximar o máximo possível da Margherit, como conseguiu.

Qual cena do filme mais te tocou?

Foram dois momentos, um trágico e outro leve. A cena trágica é aquela em que eu joguei todas as fitas e o gravador da Margherit dentro da banheira e destruo todos os documentos. O outro momento, que o filme lida com uma leveza muito grande, é aquele em que eu falo que fugia da Febem e sempre me pegavam de novo.

O filme mistura elementos muito dramáticos com fantasiosos. O que você achou dessa combinação?

Achei interessante. Eu acredito que o Villaça e os roteiristas foram muitos criativos para mostrar, em uma hora e meia, uma vivência de quase vinte anos. Quando eu descrevi como era o Cabelinho de Fogo, nas gravações, fiquei quase uma hora contando como ele era e tudo isso é representado em uma única cena. Eles conseguiram tirar a essência do que foi dito e passar isso no filme. Quando conto em palestras a minha história de vida, eu utilizo realmente esses artifícios cinematográficos. Eu digo: “Imagine um hipopótamo andando. Era assim a professora de educação física”.

Como foi narrar o filme?

Contar a minha história, eu estou acostumado a contar. Alguns trechos do filme, na verdade, são da forma como eu conto a minha história, enquanto outros eu seguia o que o roteiro solicitava em função da cena. O que nós fazíamos era: começávamos a conversar e ele (Villaça) pedia para que eu contasse determinado pedaço da história. Eu contei a história e ele pegou alguns trechos.

Quando eu comecei a narrar, estava ficando muito jornalístico, o que foi impedido de acontecer com a técnica que o Villaça passou a utilizar.

Você acredita que o filme possa inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo que Margherit?

O objetivo talvez não seja esse. A minha preocupação, quando conto a minha história em palestras, é a de que as pessoas se inspirem de maneira positiva, não só a fazerem uma coisa pelos outros, mas para si mesmas. O filme celebra um pouco um Brasil que dá certo e, acima de tudo, a confiança que devemos ter nos outros.

  

A história de Roberto Carlos Ramos é uma lição de superação! Atualmente ele  é Pedagogo, com Mestrado em Educação pela Unicamp, Pós graduado em Literatura Infantil pela Puc de Minas Gerais. Palestrante com renome internacional. Autor de inúmeros livros e CD´s com histórias.

Tem também uma entrevista dele no Programa do Jô Soares. É bem longa, mas vale a pena:

Parte 2

 

        

 

       

 
 

     

 

   

 

Parte 3

 

        

Parte  4

Parte 5

          

Bom, fica aí a sugestão de um bom filme brasileiro para ser visto durante a semana! 

 

Continuo firme, aliás bem firme no treino de caminhada e corrida, ou será que posso dizer agora “corrida”?? 

 

A caminhada está sendo somente os 5 minutos iniciais para aquecer e no final para “acalmar”, estou correndo  43 minutos! 

 

E pensar que no final de Agosto correr 3 minutos era o fim!! 

 

É isso, “determinação”, disciplina”!! Muito 10! 

 

Boa semana para nós! 

 

Fique com DeUS! 

 

Super beijo,  

 

Márcia

 

 

 

 

       

 
 

     

 

   

 

        

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 2.949 outros seguidores