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Você nunca mentiu?? Atire a primeira pedra!!!

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!!
Curtindo um friozinho daqueles e meu segundo dia de férias ( obaaaa), vou escrever um pouco sobre um assunto que sempre esteve presente no nosso dia a dia! A mentira!!
Ah, ela. A filha do diabo, a das pernas curtas, a origem de todo o mal. Mais abundante antes de uma eleição, durante uma guerra e depois de uma pescaria. Em versão comum, sagrada e estatística. Ela. A mentira. Condenada sem apelação pela religião, a moral, a ética e os contos de fadas. Tão horrível que, dizem, tem um setor especial no inferno para recepcionar seus adeptos.
Estamos mais do que acostumados a censurar a mentira. Valorizamos, em alto e bom som, a honestidade completa na vida privada e pública. Ensinamos nossos filhos que mentir é muito feio, condenamos os mentirosos e gostamos muito de dizer o quanto somos sinceros. Ah, sim: também contamos, em média, sete mentiras por dia.
É muito fácil censurar a mentira e a falsidade. Elas podem, de fato, provocar grandes estragos. Mentiras provocam, “justificam” ou encobrem guerras, epidemias, golpes de estado, crimes os mais variados e todo o tipo de sacanagem cotidiana.
Para certas pessoas e posições, é indesculpável: jornalistas, médicos e chefes de estado, só citando alguns, não deveriam jamais mentir no exercício da profissão (naturalmente que isso não impede que o façam constantemente). Porém ela, assim como a verdade, possui muitos lados. Gostemos ou não, precisamos mentir.
Vamos encarar os fatos. Sem a instituição da mentira, a vida em sociedade seria impossível. Note-se que não estou falando da mentira pelo erro, quando fazemos uma afirmação falsa porque acreditamos que seja verdade. Estou falando da mentira mesmo, quando existe a intenção de iludir, esta é necessária sim. Até mesmo animais conhecem essa necessidade, já que boa parte deles também sabe enganar.
Precisamos mentir constantemente para garantir a paz das nossas relações, nossa reputação e nossa privacidade. Ela garante nosso sossego e muitas vezes nossa própria sobrevivência.
Pense nas mentiras diárias que contamos. Aquelas pequenas que vão desde o “tudo bem, e você?” quando estamos tendo um dia péssimo até o número ridiculamente baixo de parceiros que damos ao nosso marido/mulher/namorado(a) que perguntou com quantas pessoas já dormimos.
E no meio disso existem todas aquelas coisas como “Sim, é muito bonita a blusa, Fulana”, “Ah, desculpe, mas já tenho um compromisso no sábado…”, “Puxa, vó, está uma delícia mesmo!”, “Eu sei que me atrasei, mas o trânsito estava horrível!”. Atire a primeira pedra!
Essas mentiras que protegem os sentimentos alheios e nossa intimidade são essenciais. Desafie alguém a passar um mês sem contar absolutamente NENHUMA mentira. Se algum louco aceitar, ao fim desse tempo é bem provável que ele tenha perdido o emprego, a maior parte dos amigos e esteja brigado com a família. Digo mais: uma pessoa inabalavelmente sincera é, em minha opinião, cruel e egoísta.
É incapaz de suavizar ou esconder uma verdade dolorosa e muitas vezes desnecessária em benefício da paz de outra pessoa, que talvez vivesse muito bem sem ela. São elas que dizem na cara de uma parturiente exausta que ela engordou, que o presente carinhosamente escolhido é horroroso, que a amiga fez muito bem de largar o namorado porque ele a traiu horrores.
Tudo isso com muito orgulho de sua virtude, de sua incapacidade de mentir. Monstros de sinceridade.
Defendida a mentira, basta lembrar a sua face maligna e não exatamente celebrá-la. Na maioria das vezes, nos basta lembrar que ela está em toda a parte, que precisamos dela e que ela faz parte de nós. Se formos obrigados a usá-la então, façamos isso sem culpa e com uma polida cara-de-pau.
Vou ater-me agora num tipo de mentira que está ”muito na moda” hoje em dia! Pois, estamos todos conectados e ”escondidos” atrás de nossos computadores.
Os Fakes estão por aí….encontrei um vídeo que define o FAKE…..vale a pena ver e refletir: